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O Pão
Desde: 13/05/2002      Publicadas: 148      Atualização: 07/07/2004

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 LEGISLAÇÃO

  10/06/2004
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Nova polêmica sobre sistema de transplantes.

Autor: LÍGIA FORMENTI - Fonte: Estado de São Paulo, segunda-feira, 04 de junho de 2004 - Proposta de alteração das regras para escolha de pacientes desagrada especialistas - A área de transplantes do País deve passar nos próximos meses por mais um período de polêmica. Desta vez, provocada por uma proposta para alterar as regras do Sistema Nacional de Transplantes. Nos últimos meses, médicos, integrantes do Ministério da Saúde e representantes de associações de pacientes fizeram um conjunto de sugestões para tentar melhorar o sistema. Entre as marcadas pela polêmica está a mudança da forma de escolha do paciente que passará por transplante.

O texto, submetido à consulta pública, propõe que se dê prioridade a pacientes que estão há mais tempo aguardando um órgão. Hoje, o mais importante são os critérios de compatibilidade entre o órgão doado e o receptor. Os críticos avaliam que, se adotada, a nova fórmula pode facilitar fraudes na fila de espera.

Atualmente, o receptor do órgão é escolhido principalmente de acordo com o exame de compatibilidade de HLA - proteínas localizadas na superfície de todas as células do organismo. Pelos critérios atuais, são avaliadas a compatibilidade com três tipos de HLA. "Achamos que não é necessário avaliar todas elas. Uma só, a mais importante, batizada de HLAA, basta", defende o presidente da Associação Brasileira de Transplantadores de Órgãos (ABTO), Walter Duro Garcia. O presidente da Sociedade Latino-Americana de Transplantes, José Medina Pestana, concorda: "Com as drogas existentes, o riscos de rejeição é menor", completa. "O mais importante é avaliar o tempo de espera", argumenta o presidente da ABTO.

Não é essa, porém, a opinião de alguns especialistas ouvidos pelo Estado.

Eles argumentam que drogas mais potentes para combater rejeição de órgãos trazem uma série de efeitos colaterais. Que podem tanto afetar a saúde do paciente de forma geral quanto inutilizar o órgão transplantado. Em última análise: ao reduzir a importância do HLA, haveria um aumento do número de transplantes malsucedidos e de órgãos desperdiçados.

Além de reduzir a eficácia do transplante, o novo critério pode aumentar o risco de fraude na fila de espera. "O exame de compatibilidade está lá, registrado, não há como fraudar. Já a inscrição na fila...", diz um dos especialistas.

Medina e Garcia discordam desta avaliação. "Com o critério do tempo de espera, pacientes têm de ficar atentos aos pacientes mais próximos. Não há descontrole", garante Medina. Ele afirma também que essa mudança pode corrigir um erro histórico. "Atualmente, a espera é uma espécie de loteria.

Pacientes contam com a sorte de ter um órgão compatível para fazer o transplante de rim", diz Medina. "Se o tempo de espera for observado, as chances de se obter um órgão crescem de forma expressiva para os primeiros colocados."



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