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O Pão
Desde: 13/05/2002      Publicadas: 148      Atualização: 07/07/2004

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 TRANSPLANTE

  20/04/2004
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Governo e sociedade definem novo modelo para o sistema de transplantes brasileiro

16/04/2004 - O Ministério da Saúde reuniu em Brasília especialistas de todo o país para a definição de um novo modelo para o sistema de transplantes nacional. O fórum de Discussão do Processo de Doação-Transplante no Brasil foi realizado na Academia de Tênis. A meta do ministério é, até 2007, zerar a fila de espera por uma córnea e reduzir à metade a fila geral de espera por órgãos e outros tecidos.

Para isso, o governo vem investindo em ações que vão desde a prevenção, para reduzir a demanda por transplantes, à oferta de órgãos e tecidos, para diminuir as filas e o tempo de espera. Foi isto o que afirmou ontem, durante o fórum, o diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Arthur Chioro. O evento reúne, entre os dias 15 e 17, cerca de 200 profissionais, especialistas, coordenadores estaduais, representantes de hospitais universitários e de ensino, dirigentes de centros transplantadores e usuários dos serviços.

Coordenado pelo Sistema Nacional de Transplante, o fórum contribuirá para consolidar avanços, além de ampliar e democratizar do acesso da população aos transplantes, tendo como base princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O fórum será dividido em duas etapas. Ao final, o Sistema Nacional de Transplantes editará um relatório consolidando as propostas apresentadas nas palestras, mesas-redondas e grupos temáticos das duas fases do evento. Durante a primeira etapa, que ocorre nesta semana, serão debatidas políticas públicas de saúde sobre transplantes de órgãos e sua relação com as demais áreas do SUS.

Para a segunda etapa, nos dias 13 a 15 de maio, está prevista a discussão da estrutura e financiamento do Sistema Nacional de Transplantes, com debate das propostas levantadas na primeira fase, visando ao estabelecimento de diretrizes para a implementação de novas políticas relacionadas ao processo doação-transplante.

Todo o conteúdo das conversas, sugestões, críticas e soluções será formatado em documento e levado ao conhecimento das dez câmaras técnicas que serão criadas, ainda neste ano, para aprimorar o sistema brasileiro de transplantes, desde a atualização da legislação em vigor até os procedimentos técnicos para assegurar qualidade ao serviço de captação de órgãos, em regime de urgência e em condições adequadas de conservação dos órgãos.

O Brasil possui hoje 58.501 pessoas à espera de transplante (29.928 aguardam rim; 22.531, córnea; 5.184, fígado; 351, rim/pâncreas; 235, coração; 178, pâncreas; 94, pulmão). Progressivamente, a população se conscientiza da necessidade de doar órgãos e tecidos e o número de transplantes cresce. Se em 2002, foram 8.504 transplantes, e, no ano passado, chegaram a 9.033, para 2004 a previsão é de que alcance 11.010 operações deste tipo, aponta Chioro. Este desempenho tem sido possível graças à sociedade, sobretudo à atuação de profissionais da rede hospitalar, que vem realizando trabalho de convencimento das famílias de pacientes com morte cerebral ou mesmo corporal, em favor da doação, explica Chioro.

Em 2003, o Ministério da Saúde realizou campanha pioneira de conscientização nesse sentido, com participações de apoio do ator Norton Nascimento (que recebeu coração) e do jogador de futebol Narciso (que recebeu medula). Treinou ainda, na campanha, 980 profissionais médicos e demais profissionais da área médico-hospitalar sobre a necessidade de abordar as famílias e convencê-las do valor de doar os órgãos do parente para salvar outras vidas. Além do trabalho governamental, tem contribuído, muito, a atuação de organizações não-governamentais, como a Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos (Adote), do Rio de Janeiro. O Ministério realizará duas novas campanhas nacionais, em julho e dezembro deste ano, pela doação de órgãos.

Segundo Chioro, o país deve reduzir com alta prioridade o transplante renal (e a hemodiálise, que o precede) pelo simples motivo de que ele é evitável, desde que duas doenças indutoras, com a diabete e a hipertensão, sejam detectadas e tratadas cedo. Para se ter idéia, hoje, 13% das pessoas que se submetem à hemodiálise têm menos de 30 anos de idade, índice muito alto e que demonstra a precariedade do sistema preventivo de saúde. O próprio transplante do coração pode ser evitado com o tratamento precoce e da hipertensão, outro fator de risco que pode levar à necessidade de transplante.



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