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O Pão
Desde: 13/05/2002      Publicadas: 148      Atualização: 07/07/2004

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 TRATAMENTO

  21/05/2004
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O processo inflamatório.

Por:imprensa em:21/5/2004 - Jornal:Jornal do Brasil - INTERNACIONAL - Sueli Carneiro - Presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro - Praticamente todos os seres vivos têm seu sistema de defesa. Esses mecanismos de proteção serão tão mais complexos quanto maiores forem as agressões sofridas por eles. A cada dia são descobertas células e substâncias que participam dessa defesa.

Uma das reações mais importantes neste contexto é a denominada reação inflamatória, que de modo mais simples leva à migração das células de defesa do sangue para o órgão ou tecido atingido, e que se caracteriza por calor, vermelhidão e dor no local. Ao utilizarmos uma superlente de aumento (microscópio) podemos analisar toda a forma de organização das células e dos tecidos atingidos pela reação inflamatória. A visão estática e fotográfica do microscópio não é capaz de mostrar o que faz com que determinada célula da inflamação chegue ao local e promova as modificações. As novas tecnologias de investigação médica têm esclarecido dados fundamentais desse mecanismo com a descoberta das citocinas.

As citocinas são sustâncias responsáveis, de forma genérica, pela comunicação entre as células. Podem agir em cascata ou independentes. Elas podem apresentar diferentes ações, ora ativando, ora freando as respostas de defesa. O objetivo maior e comum das citocinas é manter o equilíbrio, evitando uma resposta inflamatória exagerada e deletéria ao próprio organismo. Quando há um peso maior para qualquer um dos lados dessa balança e esse organismo apresenta susceptibilidade genética, advém a disfunção, ou, quem sabe, até mesmo a doença.

O fator de necrose tumoral (tumor necrosis factor - TNF) foi o primeiro membro identificado de uma grande família de citocinas, sabidamente envolvidas em atividades celulares inflamatórias. Observações iniciais demonstraram que pacientes com câncer e infecções graves apresentavam níveis elevados, na corrente sangüínea, de uma substância relacionada ao emagrecimento extremo, denominada ''caquetina'', idêntica ao TNF. A denominação atual está relacionada a um de seus primeiros efeitos descobertos, como o de um fator que leva à destruição (necrose) de células cancerígenas (tumorais). Posteriormente foram observados dois tipos de fator de necrose tumoral com mecanismos de ação diferenciados, o fator alfa e o fator beta. O TNF-alfa é uma citocina que pode induzir efeitos pró-inflamatórios ao se ligar aos seus anfitriões, ou receptores, presentes na parte mais superficial das células, a membrana celular. E, como citocina primária, pode evocar todos os passos necessários para a infiltração de mais células da inflamação (células brancas) nos tecidos. Como essas células atraídas também são capazes de produzir e liberar TNF-alfa, deflagra-se assim um círculo vicioso e perpetuador, característico das doenças crônicas.

Doenças graves e degenerativas, como a doença de Crohn e a artrite reumatóide, que levam a quadros de diarréia crônica, e a artrite incapacitante, respectivamente, estão associadas à ação inflamatória produzida, entre outras citocinas, pelo TNF-alfa. Em outra doença crônica, a psoríase, tem sido observado um aumento do TNF-alfa na pele, nas juntas e no sangue dos pacientes, acompanhando a gravidade da doença.

Essas observações deram suporte ao desenvolvimento do que tem sido chamado de tratamento biológico, que consiste no uso de proteínas fabricadas industrialmente para inibir de forma específica uma citocina. E, nestes casos aqui citados, o TNF-alfa. Tanto no exterior quanto no Brasil existem produtos eficientes: etanercept (Enbrelâ), infliximab (Remicadeâ), alefacept (Ameviveâ), adalimumabe (Humiraâ), entre outros.

A vantagem aparente dessas medicações está relacionada ao controle mais específico e prolongado dessas doenças, melhorando a qualidade de vida e reduzindo os efeitos colaterais. Apesar da promissora intervenção terapêutica, há dificuldades no custo e na forma de administração.



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